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terça-feira, 16 de setembro de 2008

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DE EMAÚS INTERNACIONAL

Roanne (França), de 23 a 26 de abril de 2008

Declaração do Conselho de Administração de Emaús Internacional sobre a crise alimentar Mundial.

Para Emaús não é uma surpresa observar os dramas humanos e desordens sociais que estão acontencendo em todo o mundo ante a escasez de alimentos e a alta dos preços dos produtos alimenticios: esta situação era previsível desde a muito tempo, causada por uma gestão egoista e o corte de recursos - tanto alimentarios como energéticos-, a especulação dentro deste setor e a irresponsável falta de previsão sobre a redução das reservas e a precariedade dos equilibrios entre a produção e o consumo.

Ao feito que os países ricos tentam contornar a alta dos preços do petroléo favorecendo a produção de agrocombustiveis é um fato de tensão sobre o setor alimenticio. Este fato acrecenta afeitos cada vez maiores de desajustes climáticos que, por sua vez, é em grande parte devido a comportamentos irresponsáveis de governos dos países ricos, às vezes com a cumplicidade de dos governos de países pobres.

Frente aos valores promovidos pelas sociedades modernas, viciadas num consumismo desmensurado, emaús trabalha a 50 anos em todos os continentes, por um desenvolvimento sustentável e solidário, lutando contra o desperdicío de resíduos por meio da reutilização e reciclagem, favorencedo a economia local ( em particular as atividades de produção agrícola) e promovendo um estilo de vida modesto porem digno, construido com os mais vulneráveis. Emaús demonstra que é possível viver de outra maneira, abandonado a lógica egoísta que provoca as inquietudes e os desastres humanos atuais.

Com a força desta experiência, EMAÚS INTERNACIONAL pede aos governos e as organizações internacionais:
  • QUE PROPORCIONEM DE FORMA INCONDICIONAL E IMEDIATA A NECESSÁRIA AJUDA ALIMENTARIA DE EMERGÊNCIA;
  • QUE RESPEITEM POR FIM SEUS COMPROMISSOS DE AJUDA PÚBLICA PARA O TRABALHO, A ÚNICA ALTERNATIVA SÓLIDA E CERTA AO ASSISTENCIALISMO E A AJUDA DE EMERGÊNCIA;
  • QUE REVISEM SEM DEMORA AS POLÍTICAS DE INTERCAMBIOS COMERCIAIS, MIGRATÓRIOS, AGRÍCOLAS, ENERGÉTICOS EMBIENTAIS, A ÚNICA RESPOSTA POSSÍVEL E REPONSÁVEL AOS GRAVES ENFRENTAMENTOS ANUNCIADOS QUE SE TORNARAM REALIDADE.

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